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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Do Desespero e do Amor... - Maria Dhramamor


Poema extraído do romance 'Fragmentos de Cristal'


DA MORTE DE ONDINA…


Quando em ti penso,
Amor meu,
Esvoaço.
Voltívola borboleta de translúcidas
Asas,
Buscando nenúfares em pluviosas nuvens
No espaço.
Ah, romeira,
Débil suspiro,
Breve quimera,
Fogo que minhas asas
Queima,
Dolorosa volúpia que minha alma
Fende,
Indizível prazer que meu corpo
Rasga
E explode num grito.
Oceano imenso,
No teu olhar mergulho.
Meu mar profundo de serenas águas.
Selvagem fragrância,
Incenso,
Minha obsessão,
Meu rito,
Desfalece minha alma
Quando em ti penso,
Amor meu.


DO DESESPERO DE EURICO…

“Também eu... também eu, esvoaço, amor meu, quando em ti penso.”


Eu sou Orpheu e seguir-te-ei com a minha lira até às profundezas do Hades, desafiarei a morte, enfrentarei Plutão e passarei indiferente por Cerbero o guardião assassino, para te buscar nas negras cavernas da morte.

2 comentários:

Ana L. disse...

Este poema fez-me chorar. Eu também perdi o meu amor. Ana Luísa.

Flor de Lótus disse...

Quem esqueceu nunca amou.