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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Sociedade - Lolitas


As Lolitas surgiram no Japão no final dos anos 70 como um estilo adoptado por adolescentes e jovens adultas, estendendo-se atualmente pela Europa e EUA, nomeadamente no Brasil e em Portugal.

Devido ao termo ‘Lolita’ e ao seu caráter ingénuo e fantasioso são muitas vezes associadas à personagem infantil erótica do polémico livro do autor russo Vladimir Nabokov, sendo estas suposições contestadas, pois as Lolitas não pretendem seduzir através de uma imagem sexualizada. Pelo contrário, mostram um lado infantil, ingénuo, romântico e recatado. Pretendem ser uma espécie de bonecas ou de princesas, ou melhor, (kawaii) ‘fofas’, em japonês, como se definem, longe de qualquer conotação sexual.

As Lolitas são ainda associadas ao ‘Cosplay’ (ação de fantasiar em personagens de filmes, livros de histórias, banda desenhada, e até personagens de animais), mas não têm nada a ver com os seguidores deste hobby; elas têm um estilo bem definido e primam pela elegância.

Por outro lado, são muitas vezes catalogadas como tribos urbanas, mas este conceito é também refutado, pois assumem-se como individualistas. Porém, os seus encontros sucedem-se regularmente em cafetarias para tomar chás, fazem picnics e passeios em locais onde se podem exibir, não se coibindo de posar nas ruas. No Japão existem quarteirões especificamente destinados ao karaoke, de manhã à noite, sem interrupção. Os japoneses são viciados neste passatempo e as Lolitas não fogem à regra. A ponte da estação de Harajuku, em Tóquio, é o maior ponto de concentração de Lolitas, onde dão largas à sua imaginação criativa através de passagem dos seus modelos e deixando-se fotografar pelos turistas.

Esta moda baseia-se numa fusão da 'cultura fofa' japonesa com o estilo vitoriano. Ao depararmo-nos com uma Lolita, somos transportados para a resplandecência da próspera época Vitoriana (1837-1901), que se refletia num misto de opulência e conservadorismo social, apesar do grande desenvolvimento industrial e cultural. A rigorosidade dos valores éticos revelava-se, no feminino, numa postura de recato e fragilidade, não obstante o vestuário pomposo, invocando, ao mesmo tempo, um romantismo idílico. Senhoras e senhoritas desfilavam com longas saias amplas, discretos decotes, corpetes, armações, fitas, xailes, toucas, chapéus decorados com véus, fitas de cetim, flores, penas, babados, mangas volumosas, rendas, botões em madrepérola, capas curtas e primorosas sombrinhas. Os tons eram claros, subtis e os cabelos cacheados.Todos estes adornos aliados à joalharia faustosa e ao calçado ornamentado com bordados, brilhos e pedrarias transformava a moda num ato festivo.

A segunda metade desta época é marcada pela viuvez da rainha Vitória, iniciando-se um período de luto, em que o vestuário passa a ser austero, de cor preta, mesmo para as crianças. Os decotes sobem, os vestidos tornam-se pesados e as mulheres despem-se de enfeites vistosos.

Contudo, na última metade da Era Vitoriana, no reinado do excêntrico Eduardo VII, filho da rainha Vitória, a sociedade abre-se para a Belle Èpoque, um período de grande esplendor. E a moda torna-se extravagante e eclética, marcada por cores fortes, tons metálicos e atavios glamorosos.

O Estilo ‘Lolita’ subdivide-se em diversos estilos, sendo alguns deles: Clasical Lolita (vitoriano + rococó, cores verde, marfim, bordeaux, bege); Gothic Lolita (gótico + vitoriano, cor preta); Sweet Lolita (estilo ‘fofo’, cores amarela, rosa, verde claro, azul bebé, pêssego + miniaturas de animais, flores e frutas estampadas); ShiroLolita (sweet Lolitas, que vestem apenas de branco); Kuro Lolita (sweet Lolitas que vestem apenas de preto); Wa Lolita (sweet Lolitas com acessórios japoneses).

As Lolitas apresentam-se ainda na versão masculina dos estilos vitoriano e rococó, também usado por rapazes.

Para além de ser difícil encontrar roupas para Lolitas, estas são dispendiosas. Por exemplo, uma simples blusinha pode custar cerca de 700€. Em Shinjuku, no Japão, a loja Maruíone dispõe de 4 andares de moda para Lolitas. Fora do Japão, este vestuário é vendido, na sua maioria, por lojas japonesas, através de sites.

O estilo ‘Lolita’ é divulgado em revistas como: Fotolog; Harajuku Lovers; Ghotic Lolita; Kera; Lolita Bible.

Maria Dhramamor

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