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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Sociedade - Vampiros Modernos

   Fonte: Youtube ''For The Real Vampire Don Henrie" - Bebendo o sangue de uma doadora

A não perder no Youtube: A Cultura dos Vampiros - Tyra Banks Show (legendado em português)

Os vampiros e as vampiresas existem e coexistem connosco, e… Atenção! Podem ser seus vizinhos do lado, ou fazer parte do seu círculo familiar!


Quando se fala em vampiros, surge-nos a ideia de criaturas esquálidas esvoaçando em noites de breu, à procura de vítimas para se banquetearem com o seu sangue e assim revitalizarem as suas energias, em busca da imortalidade. São tidos como uma espécie de mortos-vivos que surgem de tumbas e a elas regressam antes do raiar do dia, seu inimigo mortal. A crença nos vampiros é universal, antecedem o Cristianismo e são originárias do Oriente, tendo sido no séc. XVIII o auge da caça a essas criaturas consideradas ignóbeis, ou seja, o equivalente aos serial killers ou psicopatas atuais. Fossem o que fossem, fizeram parte das páginas criminológicas da época.

Bram Stocker, ao escrever ‘Dracula’ (1897), baseou-se nas chacinas de Vlad Drácula (1431/1474), Conde da Transilvânia (actual Roménia), que empalava os seus inimigos, não se coibindo de os observar sadicamente, ao mesmo tempo que regava as suas copiosas refeições com taças de sangue fresco, como se tratasse de um bom vinho. No seu caso, havia um motivo aliado à sua política de supremacia e domínio sob a égide do terror, estratégia que lhe garantiu o sucesso de muitas batalhas, transformando-o num herói nacional até aos dias de hoje, aos olhos dos seus compatriotas romenos.

Apesar dos motivos políticos de Drácula, nada havia que justificasse os seus atos de terrorismo; contudo, um ser tão ou mais terrífico, surge, na Hungria, na forma de uma formosa mulher: a Condessa Elizabete Bathory, (1560/1614), também conhecida pela 'Condessa de Sangue'. Elizabeth era casada com o conde Nádasdi, tinha 4 filhos, era bissexual, e para além de linda, era rica, inteligente e disputada. Mas queria muito mais que isso; queria a juventude eterna, nem que, para isso, tivesse que matar. Com esse propósito, Elizabeth usou sexualmente e banhou-se no sangue de centenas de belas jovens, bebendo o seu sangue de virgens, nos seus rituais, enquanto se esvaiam em sangue, alimentando a sua perversa imaginação de jamais envelhecer. Foi considerada por estudiosos como uma das mais sanguinolentas psicopatas, vampiras, até hoje conhecidas, com um recorde de mais de 650 vítimas.

Também Voltaire (1694/1778) inserira no seu Dicionário Filosófico as suas teorias sobre vampiros como ‘’corpos que saem das suas campas de noite para sugar o sangue dos vivos, nos seus pescoços ou estômagos, regressando depois aos seus cemitérios”.

Originária de Portugal, surge o mito da vampira ‘Bruxsa’, normalmente bela e com ar ingénuo, que, à noite, transforma-se em vampira por artes de bruxaria, metamorfoseando-se em pássaro para aterrorizar os noctívagos e alimentar-se do sangue de criancinhas. É tida como imortal.

F.W. Murnau, o primeiro cineasta (Alemanha) a apresentar uma história de vampiros no cinema, com o famoso vampiro ‘Nosferatu’ (1922), com Max Schreck, apresenta um ser terrífico e abominável.

Posteriormente e de forma inigualável e eterna ficou a interpretação do húngaro Bela Lugosi (1931), em 'Drácula', realizado por Tod Browning e Karl Freund (EUA), seguindo-se uma nova versão, em 1966, de Terence Fisher (EUA), interpretada brilhantemente por Christopher Lee.

Também Francis Coppola, em 1992, seduz com a sua versão de 'Drácula', arrecadando 3 Óscares, sob interpretação de um irresistível 'Drácula' com o actor Gary Oldman.

Os filmes de vampiros estão no auge. 'Twilight', com Robert Pattinson, baseado na obra de Stephenie Meyer, foi o grande sucesso de 2008, que apresenta uma geração de vampiros que derretem corações e que têm infuenciado grandemente os jovens, continuando a saga ao longo de 2010.

No mundo real surgem comunidades de vampiros que adoptam uma postura que não tem a ver com perseguir gente para lhes sugar a veia jugular ou entrar voando pelas janelas alheias, nem tão pouco se desfazem com os raios de Sol. Enquanto uns acreditam ter nascido vampiros, outros simplesmente se associam a um grupo como estilo de vida, ou por questões de 'moda'.

Os vampiros formam uma subcultura e encontram-se em herméticos clubes, nomeadamente ‘Góticos’ e não estão necessariamente ligados a práticas de satanismo ou bruxaria, embora ligados a alguma forma de espiritualidade. Dividem-se em três facções e subdividem-se em clãs: os 'Camarilla' (Brujah, Gangrel, Malkavian, Nosferatu, Toreador, Tremere, Ventrue); os 'Sabat' (Lasombra, Tzimisce); e os 'Independente' (Assamite, Giovanni, Ravnos, Setites).

Os clãs divergem na forma de estar, pois enquanto uns nutrem profundo desprezo por outros vampiros, pela evolução e pela sua própria imagem, são tiranos e opressivos em relação a outros membros do grupo. Outros exaltam  a beleza física e artística, são sofisticados, gentis e primam pelo bom gosto e pela cultura. E, acima de tudo, respeitam a liberdade de cada um.

Aliados às suas práticas e crenças, os vampiros modernos são fiéis aos seus valores, sedutores, exóticos, ecléticos nas suas roupas de preferência negras e nas suas jóias e maquilhagem hipervanguardistas. Alguns usam os seus dentes caninos afiados, ou próteses, à semelhança dos vampiros ancestrais. Adoram a noite, uns bebem sangue (de doadores), outros não, alimentando-se da energia alheia; existem os amantes do sexo sem barreiras, atingindo mesmo a perversidade, enquanto outros são assexuais (não gostam mesmo nada de sexo); os que dormem em esquifes ornamentados à sua maneira; e os que dormem em camas convencionais; os de índole sadomasoquista, e os puramente românticos, que adoram fazer amor em cima de lajes, nos cemitérios, ou simplesmente de passear pelas suas avenidas, admirando as belezas arquitetónicas dos jazigos; os que se associam a práticas de bruxaria e os que se limitam a formas mais suaves de espiritualidade.

Apreciam a literatura Gótica e Decadentista, com apetência por autores como Edgar Allan Poe, Charles Baudelaire, Sir Horace Walpole, Ann Radcliffe, thrillers modernos, videogames de horror, enfim, de uma forma geral, amam a cultura ´dark’. A morbidez, a morte, a beleza exótica são, para a maioria, fonte de inspiração. Não são adeptos da violência, embora, por vezes, surjam casos de jovens envolvidos em crimes de sangue.

Tyra Banks, no seu programa sobre vampiros intitulado ‘The Vampire Culture’, apresenta-nos alguns vampiros que nos dão o seu depoimento. São belos, jovens, sedutores, inteligentes e, por outro lado, também nos mostra os vampiros desregrados, confusos, mas que, na sua própria concepção, não deixam de ser vampiros.

As maiores comunidades de vampiros encontram-se nos EUA e na Europa, mas espalham-se por todo o mundo e Portugal não é uma excepção, pois o mistério que os rodeia torna-se por demais atrativo, principalmente para jovens que, perdidos num mundo que consideram caótico e sem perspetivas, procuram outros valores associando-se a tribos ou grupos que desafiam a sociedade.

Os vampiros modernos não voam, obviamente. Têm as suas práticas ritualísticas, mas não devem ser associados ao satanismo ou psicopatia apenas pelo facto de serem personagens exóticas e, por vezes, terem um aspecto considerado pela maioria, de mórbido. Tal como qualquer ser humano seguem as normas implantadas pelo seu grupo de eleição, e embora inseridos fielmente nos seus círculos, mantêm as suas personalidades de alma e o seu livre arbítrio como seres individuais que são. 

Mais informação sobre vampiros em:

Sociedade Brasileira de Vampirologia: http://www.sbvamp.hpg.com.br/
http://margothappy.blogspot.com/
http://lord-nosferatu.planetaclix.pt/
http://www.devir.com.br/

Maria Dhramamor

3 comentários:

Sofia disse...

Gostei bastante do texto mais uma vez.
Devo acrescentar um tema,''os vampiros psiquicos'' ou ''energéticos''. É a vertente mais palpavel do vampirismo. A meu ver!
beijo grande amiga

MD disse...

Sofia, obrigada pela tua opinião. Já tinha ouvido falar destes tipos de vampiros no programa da Tyra Banks, mas não me lembrei de referir. Beijo no coração. Maria.

edite reina disse...

Parabéns Maria! O teu blogue é muito interessante.

Continua....Aguardo com entusiasmo o teu próximo livro.

Bjs
Edite Reina