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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Informação - F. CRISTAL


‘Fragmentos de Cristal’, publicado pela editora brasileira Freitas Bastos já se encontra à venda (formato digital), em diversos sites.

Para compra ou consulta deverá entrar no site em questão, pesquisar em ‘e-books’ ou ‘e-pub’, procurar em MARIA DHRAMAMOR ou FRAGMENTOS DE CRISTAL e seguir as instruções.

Onde adquirir:

EDITORA FREITAS BASTOS
www.freitasbastos.com.br

GATO SABIDO (E-bookstore)
http://www.gatosabido.com.br/

PONTO FRIO (Comércio Electrónico)
http://www.pontofrio.com.br/   (lista dos mais populares e mais vendidos)

EXTRA.COM (Loja electrónica associada aos hipermercado Pão de Açucar)

GRIOTI (Livros digitais)
(seleccionar e-pub)

Maria Dhramamor

domingo, 7 de novembro de 2010

Memórias - Josephine Baker

 
Fonte: Youtube


Josephine Baker (1906-1975) – EUA. Dançarina. Atriz. Cantora. Espia. Ativista. Mãe.

Josephine Baker nasceu a 3 de Junho de 1906 em Saint Louis, Missouri, com o nome de Frida Josephine Mcdonald. Foi a primeira artista negra a iniciar uma carreira internacional como cantora e como estrela de cartaz de cinema.

Filha da miséria, como a maioria dos negros nos EUA, na altura, viveu momentos pungentes, tentando sobreviver numa sociedade hostil em que gente da sua raça era menos do que nada. Símbolo indubitável de complexa miscigenação, nas veias corria-lhe o sangue de um pai desconhecido, supostamente branco, dos escravos negros e dos índios Apalaches. Nas ruas empoeiradas do Harlem, Josephine cantava e dançava descalça, sendo, desde cedo, motivo de atração. Com 8 anos, para ajudar a família, trabalhava como lavadeira em troca de muito pouco, enquanto seus dedos se rasgavam com o trabalho duro. Um dia, queimaram-lhe as pequenas mãos, culpando-a de não poupar o sabão que usava. Ostracizada, maltratada, sofrida, não desistiu. Procurava um lugar ao sol, mas o sol quando nasce não é para todos, pior ainda, quando se vive num país onde é crime ser-se negro.

Aos 13 anos, Josephine abandona a casa dos pais e integra um grupo de dançarinos de rua, a ‘Jones Family Band’, tendo-se casado com Willie Wells. O casamento pouco durou, e ela volta a Saint Louis e estreia no ‘Teatro de Washington Booker’ e no ‘Cotton Clube’, casas de espetáculos de negros. Dois anos depois, aos 15 anos, casa-se com William Baker, tendo herdado o seu apelido.

Entretanto, o racismo existente agravava-se com a violência da Ku Klux Klan, grupo constituído na sua maioria por brancos protestantes, que atingia cerca de 4 milhões de membros e atuava em linchamentos de negros, imigrantes asiáticos, católicos e judeus, tentando impedir a sua integração. Em Saint Louis, tal como em outras partes do Sul da América, executavam-se milhares de afro-americanos. Esgotada, Josephine Baker separa-se de William Baker e parte para Nova York, inserida num Musical negro da Broadway (1922). As suas habilidades artísticas são notórias e Caroline Regan, sua produtora, envia-a para Paris. Decorria o ano de 1925, Josephine Baker tinha 19 anos, que ficaram marcados pela sua estrondosa estreia no 'Théâtre des Champes-Elysées', em La Revue Négre. Não voltou para Nova York, pois, no ano seguinte, já era estrela na 'Folies Bergères' e no 'Casino de Paris'.

O espetáculo 'The Banana Dance' projeta-a irreversivelmente para a fama, ao atuar completamente nua, ostentando apenas uma saia de bananas, numa dança tribal plena de sensualidade e erotismo, dando início a uma gloriosa carreira. Josephine dançava com uma alegria exuberante, expressando audaciosamente a sua sexualidade numa mescla de requebros que trazem ao palco a sua herança cultural numa fusão de Jazz, Twist, Hip-hop, Breakdance e Charleston. O seu corpo expressa-se contorcendo-se, acompanhando os gestos com caretas faciais, arregalando os olhos, revirando-os, numa autêntica mostra de liberdade, expondo-se como um objeto de arte, seduzindo o público de forma atroz. 'The Banana Dance' abriu-lhe as portas a uma carreira que se prolongaria até ao resto da sua vida, enquanto a sua voz melodiosa era comparada à 'voz dos pássaros'. Nascera uma Diva.

Josephine torna-se uma mulher exuberante e sofisticada com o seu estilo próprio, caracterizado pelo cabelo curto e escorrido, os lábios grossos pintados de carmim, os olhos delineados, aumentando-lhe o brilho e o fogo sensual. A Europa vibra, os media agitam-se, e o poder da rainha aumenta. Milionária e poderosa, ela deixa de ter medo e o mundo passa a ser um desafio. Dá-se ao luxo de passear pelas ruas exibindo as suas extravagâncias, acompanhada pelo seu leopardo. É amada por homens e mulheres e transforma-se num padrão da moda.

No entanto, mesmo numa Paris aberta, os seus espetáculos causam protestos. Mas, que importava? Josephine Baker transformara-se numa das maiores estrelas do mundo e no símbolo da liberdade e da sensualidade, num tributo às suas raízes. Paris estava aos seus pés. E alcançara finalmente a liberdade que procurava.

Como viria a afirmar mais tarde, já no auge da fama, numa entrevista para a TV americana, era uma lutadora, abandonara St. Louis e partira para a Europa à procura da liberdade para aplacar o sentimento de inferioridade que sempre sentira, imputado pela supremacia branca.

Entretanto, os corredores de Paris fervilhavam de artistas e escritores de todo o mundo. A arte era suprema. O artista, idolatrado. Figuras como Pablo Neruda, Heminguay, Jean Cocteau, Le Corbusier, Léger, Alexander Calder, Christian Dior, entre outros, exaltavam a sua beleza exótica.

Em 1927 era a mulher mais fotografada do mundo. Para além da sua fama nas salas de espetáculos, o cinema projetou-a ainda mais alto com os filmes 'Zou-Zou' e 'Princess Tam-Tam'.

Em 1929 passa pelo Brasil, pela primeira vez, no 'Teatro Cassino', no Rio de Janeiro. O Brasil recebe-a de braços abertos e ela volta em anos seguintes a atuar em salas de espetáculo como o 'Copacabana Palace' e o 'Teatro Record'.

Em 1936 volta aos EUA cantando e dançando no 'Ziegfield Follies', mas o público rejeita-a com o seu racismo. A sua fama espalha-se por toda a Europa e Berlim acolhe-a com pompa e circunstância. Divide a sua vida entre os palcos de Berlim e Paris, mas o nazismo espalha os seus tentáculos e é de novo atingida pela discriminação. É vaiada em espetáculos e alguns jornais publicam títulos insultuosos à cor da sua pele. É acusada de atentado contra a moral, e durante as suas atuações são celebradas missas para afastar o mal que ela representa. Dececionada, regressa definitivamente a Paris.

Durante a segunda guerra mundial Josephine teve um forte papel na Resistência, como espia, tendo sido altamente condecorada pelo presidente Charles de Gaulle, com a Medalha e a Cruz de Guerra da Resistência, e a Medalha da Legião de Honra. Foi ainda membro activo da Cruz Vermelha Francesa e auxiliar da Força Aérea, tendo permanecido em Marrocos, de 1940 a 1944, desempenhando um papel fulcral no apoio às tropas francesas. Também se regista a sua passagem por Portugal nas suas actividades de espionagem, a favor da Resistência.

Após a guerra, Josephine está cansada e precisa desesperadamente de uma família. Em 1950 inicia a sua ‘Tribo Arco Iris’, adotando 12 crianças de várias raças e países, que cria no seu castelo, em França, sendo este ato um declarado protesto contra a segregação racial. Perante a sua falência, vê-se sem casa e em vias de perder a custódia dos seus filhos adotivos. A princesa Grace de Mónaco apoia-a, oferecendo-lhe uma vila em Mónaco, para onde se mudam.

Em 1951 aceita o convite para espetáculos em Nova York e é recebida por milhares e milhares de americanos, apinhando as ruas. Continuam a existir salas de espetáculos de negros, mas só para brancos, ou segregados. Josephine insurge-se recusando atuar em locais como esses. Exige que negros e brancos se sentem lado a lado e manifesta-se contra o racismo, em discursos polémicos. É acusada de comunismo e de simpatias fascistas. Num restaurante célebre, Josephine é expulsa, e Grace kelly, que se encontrava presente, alia-se a ela e saem de braço dado, num gesto de protesto. Apesar da fama, continuava a ser impedida de entrar em locais para brancos. Foi a gota de água. Amargurada, deixa os EUA e volta para Paris que sempre a acarinhara. Casa-se com Jean Lion e adota a nacionalidade francesa.

Em 1960 desloca-se a Portugal, a convite da RTP, 'Estúdios Lumiar', para participar num programa de vedetas internacionais. Diretamente de Paris, Josephine surge plena de glamour, entre plumas e brilhos. Abre o espetáculo cantando ‘Paris Mês Amours’, espalhando o encanto da França moderna. Sabendo da situação das colónias portuguesas, e como activista na Liga Internacional contra o Racismo e o Anti-semitismo, traz no seu repertório uma canção composta em 1943, pelo compositor brasileiro Ary Barroso 'Terre Sèche', pura intervenção política, e profere algumas frases que evidenciam a sua luta pelos direitos civis. Estranhamente, a Censura não interfere. De qualquer modo, a sua mensagem não é compreendida pelo grande público português porque o programa não está legendado.

Já antes havia sido apanhada a circular nas ruas de Lisboa quando o paquete em que viajava aportara em Lisboa. Apesar de camuflada, fora reconhecida por alguns jornalistas, que fizeram efusivos elogios à ‘Deusa de Ébano’, ‘Vénus Negra’ como era conhecida, ou o ‘Demónio Dançante’ como foi cognominada por um jornal nacional.

Dando continuidade à sua luta, Josephine alia-se ao trabalho de Martin Luther King na luta pelos direitos civis dos negros e mestiços de todo o mundo.

A sua vida foi intensa, somam-se as paixões em todos os seus aspetos, nomeadamente pelos homens, resultando em 6 casamentos com figuras do panorama nacional e internacional como o Conde Pepito de Abatini, Jean Lion, Joe Bouillon, Robert Braddy.

Só em 1973 Josephine foi recebida nos EUA por um público multirracial, atuando no 'New York´s Carnegie Hall'.

Em 8 de Abril de 1975, Josephine atua pela última vez no 'Teatro Bobino de Paris' e a 12 de Abril morre, aos 68 anos, em Paris, com uma hemorragia cerebral. Robert Braddy, seu último marido, permanecera ao seu lado até ao último sopro da sua vida. O seu funeral decorreu na presença de milhares de pessoas, com honras militares do Estado Francês, e o seu corpo repousa no cemitério de Mónaco, em Monte Carlo.

Com o seu racismo desenfreado, a America rejeitara um ícone mundial que alterou profundamente a concepção artística, dando-lhe uma vasta dimensão, num mundo limitado por preconceitos.

Josephine Baker deixa-nos um legado único, e por mais que tentem copiar-lhe os gestos, o seu talento e a sua sensualidade, será sempre única. Ela foi Arte, ela foi Humana, ela foi Universal.

Maria Dhramamor

Fonte
Youtube – vídeos – Chasing a Rainbow: The Life of Josephine Baker (consultado em 2010.05.27)
Wikipédia – http://en.wikipedia.org/wiki/josephine_baker (consultado em 2010.05.27)
www.blittz.aeiou.pt – Josephine Baker em Portugal (consultado em 2010.05.28)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

ILUSÃO - Maria Dhramamor

Ilusão,
quando tuas palavras roucas
me dizem poemas
que a outras disseste
com a mesma entoação,
vírgulas, pontos, rimas,
a mesma encenação…
Ilusão,
quando tua espada
me rasga ao meio,
tua boca
me suga o seio,
e soltas uma frase de amor
desbotada.
Ilusão,
quando me cobres
com fitas de cetim
os olhos,
para esconderes de mim
uma traição.
É por isso, meu amor,
que minha boca ardente
te beija enraivecida,
pela dor pungente
que me causas.

Novembro/2010

Letras: Chimamanda Ngozi Adichie

 Sequência do brilhante discurso de Chimamanda Adichie.
Fonte: Youtube (video on TED.com)

Chimamanda Ngozi Adichie, escritora. Nasceu na Nigéria, em 1977.

Por detrás da beleza exótica existe uma mulher inteligente, dinâmica, que seduz com a sua escrita comovente e de indubitável qualidade, refletindo nos seus poemas, contos e romances, o calvário do seu povo, vítima de conflitos étnicos, religiosos e culturais e as dificuldades da imigração na Europa e Estados Unidos; e relembra o holocausto que foi o extinto Biafra (sudeste da Nigéria, 1967-1970), anos antes do seu nascimento. Contudo, as suas histórias plangentes são plenas de criatividade e nostálgica beleza.
Em público, Chimamanda Adichie é simplesmente deslumbrante pela sua capacidade discursiva.

A residir nos Estados Unidos desde os 19 anos, onde obteve dois mestrados, respetivamente em Escrita Criativa (Universidade de Johns Hopkins - Baltimore) e em Estudos Africanos (Universidade de Yale), é uma forte referência no panorama internacional, pois a sua obra encontra-se traduzida em mais de trinta idiomas, sendo detentora de várias distinções e prémios literários.

A sua projecção teve início em 2002 com a publicação dos seus contos, que lhe valeram o galardão da BBC Short Story Competition, e em 2003 o Henry Short Story Prize.

Em 2004, A Cor do Hibisco, seu primeiro romance, foi distinguido com o Hurston/Wright Legacy Award, o Orange Broadband Prize e nomeado para o Man Booker Prize. Em 2005 ganhou o Commonwealth Writer’s Prize. O Segundo romance, Meio Sol Amarelo venceu em 2007 o Orange Broadband Prize, o Anisfield-Wolf Book Award, e o PEN ‘Beyond Margins Award.

Ambos os romances foram editados em Portugal pela editora ASA.

Esta talentosa escritora foi ainda distinguida com o Future Award na categoria de Jovem do Ano, em 2008 e uma bolsa da MacArthur Foundation, atribuída a ‘génios’ da literatura.

Com outros romances recentemente publicados, figura no 'The New Yorkers 20 under 40', concurso promovido pelo The New Yorker (um dos mais reputados jornais americanos), entre os 20 melhores jovens autores seleccionados por uma conceituada equipa de peritos no mundo das artes, das letras e das ciências.

Atualmente vive entre os Estados Unidos e a Nigéria, colaborando com o seu país no âmbito cultural.

Maria Dhramamor

Fonte:
The Chimamanda Ngozi Adichie Website
www.wook.pt./autores
The New Yorker – November 3, 2010
http://www.missioni-africane.org/

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Memórias - Florbela Espanca

Fonte: Youtube
Guarde estas imagens na sua memória e... Escute! Quem melhor que Eunice Munõz, a adorada senhora do Teatro, para recordar Florbela Espanca?


FLORBELA ESPANCA (1894-1930) – Vila Viçosa (Alentejo) - Portugal

Uma Borboleta no Escuro

Ser mulher não é fácil, nunca foi fácil, muito menos numa sociedade hostil a todos os indícios de autonomia da mulher, fatalmente subjugada ao elemento masculino. Uma sociedade em que a submissão do feminino era incontestável e o casamento fundamental para a procriação da espécie humana. Decorria o ano de 1894 quando Flor Bela de Almada Conceição nascera, contra todas as regras estabelecidas por homens, assimiladas e padronizadas pela sociedade global, incluindo, obviamente, a espécie subalternizada (a mulher). Não havia absolvição pelo pecado do seu nascimento. Florbela, a bastarda, nascera culpada da sua condição e vivera a sua existência estigmatizada pelo meio austero e preconceituoso em que vivia, convertendo-se numa alma sedenta de amor, e plena de dor e fúria, – graciosa borboleta perdida no escuro.

Antes dos 10 anos escreve o seu primeiro poema ‘Vida e Morte’, revelando o seu âmago tumultuoso de menina, cujo desassossego se prolongará por toda a sua vida. Condenada pela sociedade pela sua ilegitimidade, Florbela arrasta três divórcios, que a desvirtuam ainda mais.

A sua poesia retrata o amor voluptuoso, triste e solitário e é uma súplica à sua própria vida desencantada; sua alma, uma mescla de sentimentos desencontrados que resultam da sua natureza delicada e trágica. A sua escrita despoletou críticas arrasadoras pela sua frontalidade, pela sua essência desnuda, simples, e ao mesmo tempo complexa.

A morte parece seduzi-la não só de forma lírica. Sua mãe, que sofria de neurose, deixa-a órfã na infância e já nessa altura Florbela começara a manifestar os mesmos sintomas, que se agravaram com o passar dos anos, tendo, inclusivamente, tentado suicidar-se por diversas vezes.

No dia do seu aniversário, exatamente a 8 de dezembro de 1930, Florbela decide que não quer viver. Suicida-se com barbitúricos, consagrando-nos a sua obra inolvidável.

Só é reconhecida pelo grande público após a sua morte, pela publicação de ‘Charneca em Flor’ pelo professor italiano Guido Batelli, que, na altura, em visita à Universidade de Coimbra se interessara pelo seu estilo ímpar. Perante o sucesso da publicação explora as obras da autora, despoletando polémicas.

Florbela Espanca não foi só Poeta, como tradutora, jornalista, declamadora e ativista do Movimento de Emancipação Feminino, somando assim, mais um motivo para a sua marginalização. Era demasiado inquieta para a época.

Hoje, inspiração universal, os seus poemas são narrados e cantados por poetas e artistas. Cantam-na os Trovante, A Ala dos Namorados, Mariza, declama-a Eunice Munõz, Miguel Falabella, entre tantos outros.

João Maria Espanca, seu pai incógnito, não poupara meios para proporcionar-lhe formação académica, contra as mentes fechadas da época. Ao ingressar na Faculdade De Direito da Universidade de Lisboa tornou-se uma das primeiras mulheres a frequentar o ensino universitário no Portugal machista de então.
Contudo, João Maria Espanca só a perfilhou cerca de 20 anos após a sua morte. Sua mãe, Antónia da Conceição Lobo, 'criada de servir', seduzida e abandonada, não passara de uma pobre mulher, mas cujo nome jamais se apagará no tempo, ao conceber uma criatura notável como ‘Florbela Espanca’, nascida para a eternidade.

Maria Dhramamor

Mais….Espólio. ("Florbela Espanca",. Lisboa: Arcádia, 1979; 3ª ed., Guimarães, 1998)
Augustina Bessa-Luis - Vida e Obra de Florbela Espanca


Obras da Autora
Publicadas em vida:
Livro de Mágoas (1919)
Livro de Sóror Saudade (1923)


Postumamente:
Charneca em Flor (1930).
Cartas de Florbela Espanca, publicada por Guido Battelli (1930).
Juvenília (1930).
As Marcas do Destino (1931, contos).
Cartas de Florbela Espanca, publicada por Azinhal Botelho e José Emídio Amaro (1949).
Diário do Último Ano Seguido De Um Poema Sem Título, com prefácio de Natália Correia (1981).
O livro de contos Dominó Preto ou Dominó Negro, publicado em 1982.


Fonte: Google – Wikipédia; www.mulheres-20.ipp.pt/Florb-Espanca.