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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Entrevista - Sofia Gonçalves (fotógrafa)

 
Sofia fotografando

As gémeas de Sofia, fotografadas pela artista

Foto de Sofia, refletindo uma paisagem num riacho

Por: Maria Dhramamor
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´Contrastes' de Sofia

Fotografar não deveria ser apenas um gesto. O artista fotográfico junta a sua técnica individual a uma sublime sensibilidade. Rouba o sonho à realidade e torna-o eterno, uma mensagem que permanece e que mal fechemos os olhos nos lembra de alguém ou de algo: uma paisagem, uma pedra, uma folha seca esvoaçando, um triste olhar, uma alegria infundada. Seja o que for que se retrate, fotografar não deveria ser apenas um gesto.

Sofia é daquelas pessoas cujos trabalhos, em seus ‘contrastes’, nos prendem o olhar. Em Colares, na ‘Contrastes’, o estúdio que divide com o músico/produtor Paulo Lorga, seu marido, Sofia desliza entre clientes apressados e outros que lhe dedicam horas de conversa pela sua simpatia envolvente, o brilho intenso dos olhos alegres e o sorriso genuíno. Além disso, Sofia é mãe de gémeas, sai para reportagens, enfim, uma mulher de vida agitada e imparável.

Sofia é portuguesa, frequentou o ARCO - Centro de Artes e Comunicação Visual, em Lisboa, e fez um estágio em Cinema, no filme ‘Mariage Mixte’, do realizador francês Alexandre Arcady, para além de fotografia de cena (teatro). Dedica uma grande parte do seu tempo à fotografia social.

No seu estúdio, pude ver a belíssima colecção de fotos desta artista, que merecem estar expostas nas paredes de uma galeria ou publicadas em livro, para que o público possa sentir a emoção que é contemplar trabalhos como este.

A CONTRASTES fica mesmo à entrada de Colares, num cantinho acolhedor, em direcção às belas praias da zona de Sintra.

Entrevista
M.D. - Porquê fotografar?

S.G. - Faz bem à Alma e ao corpo quando há um envolvimento mais que físico da máquina e do fotógrafo na captação das imagens; e as coisas fluem, passamos a outra dimensão – é esta criação que alimenta a ALMA. Depois é como um vício que vai crescendo.

M.D. - Que conceitos definem o seu trabalho fotográfico, numa sociedade em que a fotografia digital se banaliza diariamente?

S.G. - A verdade é que a fotografia tem neste momento esse panorama de banalidade. Compete-me a mim, como profissional, desmistificar essa banalidade e tentar mostrar que não basta clicar para se ter bons resultados. Penso que temos de nos adaptar ao novo mercado e fazê-lo também em Prol de um crescimento pessoal, encarando as mudanças com algum otimismo e tentando moldar o meu trabalho de acordo com a nova realidade.

M.D. - Como se sente no meio fotográfico português?

S.G. - O meu trabalho é um trabalho muito individual, parte de uma envolvência naquilo que estou a fazer naquele preciso momento e a energia que consigo captar; só assim consigo tirar partido dele. Confesso que vivo um bocadinho à margem do meio fotográfico… Às vezes gosto de estar à margem (risos). Acho que cada um de nós tem de construir algo, nem que seja no nosso Mundo, e isso irá com certeza projetar-se de alguma forma, seja ela qual for. Penso que o melhor é deixar fluir, percebendo as tendências, mas desenvolvendo sempre o nosso trabalho de acordo com as nossas convicções e gostos. Essa liberdade faz-me sentir bem.

M.D. - Acha que o seu trabalho é reconhecido?

S.G. - O meu trabalho é reconhecido a partir do momento em que as pessoas me procuram uma vez e voltam; o meu trabalho é reconhecido quando vejo um sorriso, alguma sensação com as imagens que captem delas e, no final, o meu esforço é recompensado com esse reconhecimento individual… Nesse aspecto, acho que tenho reconhecimento.

M.D. - Tem um estúdio fotográfico aberto ao público, faz reportagens, é casada, mãe de gémeas… Como consegue conciliar a sua profissão com o ato de ser mãe?

S.G. - Na verdade, se tivesse que numerar aquilo que sou, sem dúvida que ser mãe é o meu numero 1 que se reflete em todos os outros. O Paulo tem sido a outra parte de mim, sem o qual, não teria conseguido nada, portanto, penso que na vida tudo gira e flui de acordo com as coisas que nos envolvem e às quais nos entregamos, neste caso, sou entregue de alma e coração a tudo o que tenho, daí umas vezes melhor que outras. Consigo conciliar tudo com algum sucesso.

M.D. - Qual a sua fonte de inspiração?

S.G. - As filhas, a Natureza, o Amor, a vida e o que dela consigo tirar, as pessoas, a sociedade.

M.D. - Gostaria de citar algum fotógrafo cujo trabalho a tenha particularmente impressionado?

S.G. - Penso que seria interessante citar um fotógrafo português que conseguiu reconhecimento a nível internacional, que se chama João Carlos, e está neste momento sediado nos EU, onde desenvolve trabalhos muito criativos dentro do mundo da Moda. O que gosto particularmente no seu trabalho é o toque de Arte e profissionalismo que encontro em todas as suas imagens.

M.D. - O Paulo Lorga, seu marido, é músico. Portanto, ambos são artistas. Têm projectos juntos, por exemplo, existe a possibilidade de associar os seus conteúdos fotográficos à criação musical do Paulo?

S.G. - No EP que o Paulo lançou e tem na Internet, a capa e toda a imagem foi concebida por Nós, em conjunto, de acordo com o conceito do próprio álbum. Temos também um projecto em comum para uma exposição que, neste preciso momento, se encontra parado, mas dentro em breve gostaria de concretizá-lo e que tem essa combinação MUSICA/IMAGEM. É uma visão social em vários espaços, será aliciante esperar o resultado.

M.D. - E o seu lema é…

S.G. - Ir ao SABOR do Mar…não vivesse eu perto DELE.


INFORMATION/ INFORMACIÓN/ INFORMAZIONI

SOFIA GONÇALVES

PAULO LORGA

ENGLISH – This Portuguese photographer shows us a work characterized by soft contrasts representing her passion for people and landscapes. She divides her studio in Colares, Sintra, with her husband, the musician/ producer Paulo Lorga.

FRANÇAIS – Cette photographe Portugaise nous montre un travail caractérisé par doux contrastes représentant sa passion pour les gens et les paysages. Elle partage son studio, à Colares, Sintra, avec son mari, le musicien et producteur Paulo Lorga.

ESPAÑOL – Esta fotógrafa Portuguesa nos muestra una obra caracterizada por suaves contrastes en representación de su pasion por la gente y los paisajes. Ella comparte su estudio en Colares, Sintra, con su marido, el músico y productor Paulo Lorga.

ITALIANO – Questa fotografa Portughese mostra un lavoro caratterizzato da un delicatto contrasto che rappresenta la sua passione per le persone e paesaggi. Divide el suo studio a Colares, Sintra, com il marito, il musicista e produttore Paulo Lorga.

2 comentários:

maria tereza disse...

parabens!!! bela entrevista...GRANDE FOTOGRAFA!!! k honra ter 1 filhota assim mil bjs v amo ++++++++

Anónimo disse...

Entrevista bem estruturada, simples e precisa! Continua o bom trabalho! Ah e grande fotografa também!