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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A Primeira Realizadora de Cinema em Portugal


imagem: pauloborges.bloguepessoal.com


Bárbara Virgínia (Lisboa, 15-Nov-1923)

Um marco na história do cinema português. Uma grande razão para não deixar que o tempo apague da memória nacional aquela que FOI, É, e sempre SERÁ Bárbara Virgínia - a primeira 'Mulher' a realizar um filme em Portugal, com estreia retumbante em 30 de Agosto de 1946, no antigo Cine Ginásio (Rua Nova da Trindade), em Lisboa.

Hoje poucos conhecem a realizadora (e atriz) de ‘TRÊS DIAS SEM DEUS’, uma história de superstições, preconceitos e… imagine… Suspense! - que teve a audácia de penetrar num universo complexo, dominado por homens e regido por uma sociedade preconceituosa, em que o próprio sistema político remetia a mulher à total submissão do masculino, exaltando o seu papel na vida doméstica de sujeição e longe de todos os horizontes.

Bárbara Virgínia tem 89 anos e vive atualmente no Brasil. Em janeiro de 2001, foi relembrada com a passagem inaugural do seu filme TRÊS DIAS SEM DEUS no ciclo de cinema no Forum Lisboa,  denominado "Cineastas Portuguesas 1946-2000’, consagrado ao cinema Feminino (Bem-Haja!)

Nascida no seio de uma família burguesa, é batizada com o nome de Maria de Lourdes Dias Costa, adotando posteriormente o pseudónimo de Bárbara Virgínia.

Frequentou o Conservatório de Lisboa, onde estudou dança, teatro, canto e piano, e, aos 15 anos, já era uma promissora voz na Emissora Nacional. Só mais tarde, durante a fase de atuação como intérprete de trechos de ópera e como declamadora, decide optar pelo pseudónimo de 'Bárbara Virgínia'. O Teatro Nacional de São Carlos acolhe-a como bailarina clássica, testemunhando-se assim, mais uma vez, a sua versatilidade artística.

Colabora ainda na revista ‘Modas e Bordados’ como redatora, revelação de mais uma das suas facetas.

Estreia-se no Teatro com a peça ‘O Ladrão’, na Companhia Alves da Cunha e atua na opereta de Silva Tavares ‘Sua Majestade o Amor’, alcançando uma popularidade que lhe abre portas para o mundo do cinema. O filme ‘Sonho de Amor’ projeta-a decididamente para a fama.

Imparável, Bárbara Virgínia prossegue como locutora de rádio no programa popular ‘Comboio das Seis e Meia’.

Após um recital no Teatro S. Luís, a convite de um empresário brasileiro, parte para o Brasil, onde assina um contrato com a antiga TV Tupi, prosseguindo com uma carreira artística de sucesso.

Filmografia

Como realizadora
1946- Três Dias sem Deus (Festival de Cannes, em 1946)
Como actriz
1945 - Sonho de Amor, de Carlos Porfírio
1946 – Três Dias sem Deus, (realizadora e protagonista)
1947 - Aqui Portugal, de Armando Mirando

Fonte
  wikipédia
www.http://pauloborges.bloguepessoal.com (no site de Paulo Borges poderá ler os comentários de quem conhece esta nobre senhora)

Retrato


Maria Dhramamor (Por MIGUEL WESTERBERG)
www.miguelwest.blogspot.com



Na luminescência do inconsciente, rasgos de luz, um sol a fugir-me das mãos...
(Maria Dhramamor)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Excerto


 ... Do romance FRAGMENTOS DE CRISTAL (de Maria Dhramamor)



DA MORTE DE ONDINA....

Quando em ti penso,
Amor meu,
Esvoaço.
Voltívola borboleta de translúcidas
Asas,
Buscando nenúfares em pluviosas nuvens
No espaço.
Ah, romeira,
Débil suspiro,
Breve quimera,
Fogo que minhas asas
Queima,
Dolorosa volúpia que minha alma
Fende,
Indizível prazer que meu corpo
Rasga
E explode num grito.
Oceano imenso,
No teu olhar mergulho.
Meu mar profundo de serenas águas.
Selvagem fragrância,
Incenso,
Minha obsessão,
Meu rito,
Desfalece minha alma
Quando em ti penso,
Amor meu.


DO DESESPERO DE EURICO
“Também eu... também eu, esvoaço, amor meu, quando em ti penso.”

Eu sou Orpheu e seguir-te-ei com a minha lira até às profundezas do Hades, desafiarei a morte, enfrentarei Plutão e passarei indiferente por Cerbero o guardião assassino, para te buscar nas negras cavernas da morte.